segunda-feira, 22 de junho de 2026

O "Berserker" - Highland Park Spirit of The Bear

    Hoje o post é uma revisita do whisky Highland Park Spirit of the Bear. Eu o conheci há quase dez anos e fui apresentado à ele por um amigo, que também pouco conhecia de whiskies das ilhas Órcades. Essa garrafa chegou para nós via familiares que moravam na Europa, na época na terra da rainha.

A beleza nórdica da foto inteligencialmente gerada com base na garrafa original de 2019.

    De cabeça, 14 de setembro de 2019 foi exatamente a data que conheci este whisky, bem como a destilaria Highland Park. Como eu sei disso? Uma boa memória. Ou talvez uma foto datada. Enfim, de qualquer maneira, um whisky que precisa ser revisitado.

    Se escrevo sobre o passado, não há como não contar uma história, não é mesmo? Vamos voltar um pouco mais no tempo; século 18, mais precisamente o ano de 1798, momento em que a destilaria é fundada. Onde? No Atlântico Norte, nas Ilhas Órcades, literamente "onde o vento faz a curva". Este vento que carrega as histórias de navegadores vikkings que desafiaram suas vidas em busca de encontrar o desconhecido.

    O "berserkr" (guerreiro nórdico) é o nome de batismo desse rótulo. Não há como não honrar aqueles que vieram antes de nós. Não há como não vincular este destilado com as Ilhas Orkney. The Spirit of The Bear é uma homenagem ao espírito combatente dos guerreiros vikkings, uma inspiração para o destilado que o homenageia.

A beleza nórida da foto original, foto tirada por um bebum e não um fotógrafo profissional.

    Desde 2019 essa expressão permanece a mesma, inclusive a contemplativa garrafa, com grafia nóridica em altorrelevo em seu transparente vidro. É praticamente um artefato forjado à mão por mestres ferreiros de muitos séculos atrás. 

    Um whisky escocês feito inteiramente de cevada maltada, duplamente destilado e envelhecido em barris de carvalho americano, porém finalizados em vinho Xerez. Este single malt é um dourado para âmbar, cuja cor é natural do barril, mas que demonstra a essência do combate e do fogo das fogueiras noturnas, que queimavam ao longo das noites nas florestas, aquecendo àqueles que batalhavam em suas guerras.

    Percebe-se uma turfa saborosa, leve, delicada e não enjoativa. Mas, não é facilmente entendida, pois é crua, terrosa, algo como bater em uma brasa encandescente de lenha daquela fogueira. E isso tudo é possível detectar no primeiro gole. Minha dica; não pare por aí. O segundo gole é o que ruge o urso; a pancada alcoólica já foi embora, e o retrogoso de baunilha e as especiarias começam a travar aquela batalha em sua boca. O doce do mel? Sopra como o vento que leva embora a brasa da fogueira.

    A turfa é pouca e agradável e a influência do vinho ex-Xerez seca a boca, destaca o tanino na gengiva superior e pede por mais uma taça. Em seu final, aquela pimentinha vermelha ardida te remete a uma agressividade que este whisky tem, não pela concentração de álcool, mas pela juventude do destilado.

    É um whisky para ser degustado em silêncio, perto do calor do fogo, olhando para as sombras e lembrando que, dentro de cada um de nós, ainda vive um pouco da ferocidade e da resiliência dos antigos navegadores do Norte.

    O Spirit of The Bear continua firme na taça, nas vendas e no coração da destilaria.

    Este whisky entra na #curadoria do whisky? Definitivamente. Permanência obrigatória na estante.

Bruichladdic The Laddie Eight, The Classic Eight.

A Bruichladdich é uma destilaria localizada em Islay, fundada em 1881 e em operação deste então. Ela produz destilados turfados e não-turfados, sendo a linha The Classic como o destilado sem turfagem e mais "puro", com ABV superior a 45% e sem adição de corantes de caramelo.


O Ford Escort RS Cosworth foi desenvolvido pela Ford Works Rally Team durante a década de 90 e participou de muitos rallies ao longo do mundo, em competições nacionais, continentais e mundiais. Teve como principal alvo alcançar o título de campeão mundial, mas não teve a sorte para vencer seus principais rivais, Toyota Celica e Subaru Impreza.

A Ford priorizou o seu orçamento para a equipe de Fórmula 1 e ao BTCC, no final de 1994. Com isso o Escort deixou de ser um carro mantido pela fábrica, para o WRC (Campeonato Mundial de Rally) e passou para a gestão de uma equipe menor belga. Com a mudança do regulamento, os Escort do Grupo A tiveram que correr com um restritor de turbo menor do que antes, o que foi uma desvantagem particular para a Ford, já que a caixa de câmbio de sete marchas do Escort de rali não era bem adequada para um motor de baixa rotação. Infelizmente seu resultado foi o desastroso último lugar no campeonato de construtores.

Em competições continentais obteve muitos triunfos, sendo um deles os títulos de campeão continental europeu em 1994 e 1995. Um dos Escorts, o da miniatura azul, foi pilotado por Malcolm Wilson e foi o venecdor do campeonato de 1994. Esta versão da foto é uma réplica do veículo pilotado durante o Rally da Ilha de Man (Manx International Rally), da 32a edição e que é realizado até os dias atuais.

terça-feira, 2 de julho de 2024

Reserva Andalucía e a March / Leyton House: Elas tem algo em comum?

 Glencadam Reserva Andalucía

O Reserva Andalucía é um Single Malt Scotch Whisky sem idade declarada, finalizado em barris que contiveram o vinho Xerez Oloroso. Produzido pela destilaria Glencadam, faz parte de seu core range neste momento.

Não só pela cor da bonita embalagem deste destilado, mas pela força que este destilado, é o que me permito comparar este belo whisky com uma equipe da fórmula 1, da década de 80/90; a March / Leyton House, que era equipada com fortes motores da Judd.

Glencadam Reserva Andalucía, ao lado de seu companheiro de equipe Maurício Gugelmin, na March-Judd de 1988.

A pequena e desconhecida March fez história na Fórmula 1 no final da década de 80, após mais de dez anos sem apresentar carros em seu nome. Fez algumas graças em alguns Grandes Prêmios e contou com importantes nomes do automobilismo mundial, incluindo a um brasileiro, Maurício Gugelmin.

A March, que depois viria a se chamar Leyton House, conseguiu poucos pontos nos campeonatos entre 1987 e 1992, a grande maioria deles com o notável italiano Ivan Capelli. Era uma pequena equipe, que contava originalmente com somente 19 integrantes, e isso já considerando a namorada do Ivan e o pai dele (imagine!).

Sempre foi impulsionada pelos motores Judd, V8 da época. Foi um dos poucos carros a liderar corridas, mesmo não sendo turbinado. Os potentes motores, muitos anos depois, em 2005 equipavam o carro de outro brasileiro, Tomas Erdos, que em 2005 venceu as 24 horas de Le Mans pela categoria LMP2.

Tudo isso para explicar a associação com a Glencadam. Uma pequena destilaria, fundada em 1825 e que contou com muitas paradas produtivas ao longo de sua jornada. Recentemente me parece que foi equipada com "bons motores turbinados", pois recentemente venceu prêmios de melhores whiskies do mundo, com seu Reserva PX.

O Reserva Andalucía não é para menos. É um Single Malt Scotch Whisky sem idade declarada, não-turfado, e que foi finalizado em barris Sherry Oloroso. Por se tratar de ser um ex-vinho, traz notas frutadas e viníficas (se é que existe essa palavra) bastante fáceis de serem percebidas durante a degustação. Também traz aquela pimentinha gostosa na boca, pelo menos dos fãs de pimenta.

Seus pontos fortes são a complexidade de sabor para um uísque tão jovem. Bastante harmônico, nada ríspido, sem apresentar aquela "pancada" alcoólica inicial. Esta potência de sabor é entendida como frutas secas, ameixa, uva passa, poucos taninos de um vinho tipo branco, adocicado que lebra a açúcar mascavo.

No olfato traz as frutas e algo relacionado a caramelo. Tem uma distinção pequena entre olfato e palato, o que é bom para um whisky jovem. Tem 46% de ABV e não passa por filtragem gelada, o que explica a entrega de sabor. Também não recebe corante de caramelo em sua formulação.

É um whisky casado de vários barris, com finalização em butts de Sherry Oloroso. Muito provavelmente são utilizados barris de vários usos, mas isso não desconfigura ou desqualifica o trabalho potente trazido neste whisky.

Se você procura por um whisky ex-Xerez de complexidade, agradável a todos os paladares e de baixo custo, esta é uma das opções.

Se você já experimentou ou gostaria de experimentar este uísque, deixa seu comentário abaixo. É sempre bom ler a sua opinião, querido seguidor!

Saúde,

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Balvenie The Creation of a Classic - A história da vídeo chamada no aeroporto.

Balvenie The Creation of a Classic

Querido leitor, sabe aquele momento em que você procura algo e não encontra, mas acaba adquirindo outra coisa em troca e a sensação é de gratidão por ter recebido algo melhor do que o esperado? Pois bem, para mim esta garrafa do The Creation of a Classic foi algo que aconteceu exatamente desta forma. Conto-vos, minha história.

Durante um dia atarefado de trabalho aleatório, fui supreendido por uma ligação telefônica do meu irmão. Ele estava em viagem para o Panamá e, já em regresso para o Brasil, aguardava seu vôo no aeroporto da Cidade do Panamá. Para quem já teve o privilégio de passar por lá, sabe que estou falando de um Duty Free Aeroporto, porque mais parece um grande shopping do que um aeroporto.

Nestas andanças ele havia me perguntado se eu queria algum whisky do Duty Free. Pensei e respondi que "era óbvio que sim!" e pedi para ele buscar um whisky específico para mim, que era o Caol Ila 12 Anos. Em questão de horas, devido nossa tecnologia atual, meu irmão vasculhou cada centímetro do aeroporto para encontrar o bendito Single Malt e não conseguir achar!

Lá pelas tantas, próximo ao horário de decolagem do vôo, ele me liga e faz uma ligação de vídeo. Eu estava no meio de uma auditoria online com um cliente, e, por coincidência o mesmo pediu para fazermos uma pausa habitual. Neste momento, durante a chamada de vídeo, meu irmão passou a câmera do celular pela série de whiskies distintos que havia na loja do Duty Free.

Pela qualidade e, em alguns casos pelo preço inacessível ainda para mim, fui recusando uma série de whiskies que ele pegava na mão e aproximava a garrafa da câmera. Foi quando, quase desligando a ligação, ele encontrou uma garrafa no catinho inferior da prateleira, uma embalagem bonita e chamativa, mas posicionada no local errado da prateleira na loja. E foi assim que eu descobri o Balvenie The Creation of a Classic.

The Creation of a Classic tem este nome em homenagem ao whisky criado em 1982, e o conceito de marriage. É um exemplar da fisolosifa da Balvenie, a busca por um destilado refinado e o tratamento dado para sua maturação. Seu objetivo é produzir um destilado complexo, porém fácil de degustar. Com isso em mente, criou o processo de "marriage", o casamento, uma montagem de whiskies em período de maturação que passam por diversos barris com conteúdos e qualidades distintas. Esta montagem final, permite um equilíbrio ao destilado, bem como uma adição complexa de aromas e sabores.

Esta versão é um NAS (no-aged statement), não tem idade declarada. Mesmo sendo um whisky bastante jovem, é interessantemente complexo. Maturado em barris de carvalho americano, finalizado em barris de carvalho que continham vinho ex-Xerez, os famosos "Sherry Casks".

Tem aroma leve e complexo, que remete a canela e cravo. As notas de baunilha e caramelo são facilmente identificadas.

De paladar vínico, adocicado, ligeiramente apimentado e, em função do vinho em que foi finalizado. O gengibre também é presente, bem como o caramelo e baunilha, provenientes do alto cuidado com a qualidade do barril de carvalho americano.

Finalização curta, mas muito prazerosa. Tem um amargo no final, mas nada que venha a incomodar ao longo de uma degustação mais prolongada. Não que eu me lembre!

Sim, meu irmão trouxe na bagagem de mão, junto com alguns runs envlhecidos que havia comprado. Não teve problemas para passar pela aduana, visto que não passava da cota permitida para importações quando adquirida em viagem.

E depois o degustamos em família. Realmente, foi a Criação de um Momento Clássico, o propósito para qual foi criado este Single Malt.

Saúde amigos,

sábado, 15 de junho de 2024

Whisky: Finish

O QUE É O "FINISH"?

Muitos whiskies são envelhecidos em apenas um barril durante o envelhecimento do produto. Mas outros whiskies mudam de barrica durante o envelhecimento, onde o whisky é “acabado” com sabores de outra madeira. À este trabalho de finalização do destilado em barris de contiveram outra bebida ou são de outro tipo de madeira ou geometria (volume) dá-se a expressão de "finish", ou acabado em português.

O uísque finalizado é uma forma de os destiladores adicionarem sabores e elementos adicionais aos seus uísques, dependendo do perfil de sabor que desejam que o uísque tenha. Esses whiskies acabados podem ser mais complexos e variados do que o whisky tradicional de barril único.
Exemplo de whisky finalizado em barril que continha outra bebida, o vinho Xerez.

O whisky pode ser inteiro maturado em um tipo de barril, ou parcialmente fracionado de tempos em tempos. Nas destilarias é muito comum o whisky envelhecer em barris que contiveram outras bebidas, como outro tipo de whisky, algum vinho fortificado, ou alguma madeira de outro tipo, desde que permitida pelas regras de categorização do whisky.

Os acabamentos mais comuns são os que os whiskies passam por barricas que contiveram vinho Xerez, Porto, Madeira entre outros, sendo o comuníssimo Xerez (Sherry Cask Finish). Além disso, existe os ex-Bourbon Casks, que são os barris que contiveram whiskey de Bourbon em sua primeira utilização.

Estes finish (acabamentos) atribuem aroma, sabor e cor ao destilado final. Aqui, a influência do tempo será importante na definição final do produto, o whisky envelhecido conforme o conhecimento da destilaria.

Nada melhor que encerrar esta série de posts com o descrito sobre "Finishes", não é mesmo? Querido leitor, espero que tenha (de)gostado bastante desta pequena série. Para isso, gostaria de ler seu comentário e sua opinião. Quero saber sobre quais outros temas você gostaria de ler e aprender sobre o mundo do whisky?

Deixe seu comentário neste ou noutros posts, pois ficarei muito grato!

Saúde amigos!

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Whisky: Como é Feito?

COMO É FEITO O UÍSQUE?

O processo do whisky é longo e complexo, mas que nos leva de simples grãos a uma das melhores bebidas do mundo. Descrevo aqui uma visão interna simplificada de cada etapa do processo, uma por uma.

ESCOLHER E FERMENTAR OS GRÃOS

Todo grande whisky começa com diferentes tipos de grãos como trigo, cevada, milho e centeio, que são cuidadosamente selecionados e combinados em proporções precisas para criar o mosto fermentado, a receita dos grãos.
Esses grãos devem então ser amassados e triturados ​​​​para liberar os açúcares, o que é feito moendo os grãos e combinando-os com água quente em um tanque e depois mexendo e misturando. Depois que os grãos liberarem seus açúcares e a mistura engrossar, ela estará pronta para a fermentação. Este processo é conhecido como mostação.

O whisky escocês passa pelo processo de maltagem da cevada, um tipo distinto de mostação. Maltagem consiste em misturar os grãos de cevada ainda não triturada com água morna, e homogeinizar os grãos encharcados durante certo tempo. Este processo é feito antes pouco antes da germinação do grão, e tem como objetivo extrair o máximo de açúcares da cevada.

Em um tanque de fermentação, o fermento é introduzido no mosto, que depois fermenta por alguns dias antes de estar pronto para prosseguir. O processo de fermentação depende da cepa de levedura e dos grãos utilizados.

Após o término do período de fermentação, o destilador apresenta um líquido semelhante a cerveja entre 7-10% ABV, muitas vezes referido como cerveja de destilador.

O PROCESSO DE DESTILAÇÃO

Agora o mosto de grãos fermentado ou cerveja destilada está pronto para o processo de destilação. O processo de destilação é usado para aumentar o volume de álcool do mosto fermentado. Existem alguns métodos de destilação diferentes, mas todos se baseiam na evaporação e condensação de líquidos para remover impurezas e itens indesejados.

DESTILAÇÃO EM POT STILL

A destilação em pot still ainda é um dos métodos populares de produção de uísque para uísques de malte, que são uísques feitos com cevada maltada. O processo de maltagem substitui o processo de mosturação dos whiskies maltados. Mas os Bourbons e outros whiskies de grãos não passam por destilação em pot stills.
Na sequência, a cerveja do destilador é colocada num alambique, uma grande panela de metal, onde é aquecida até ferver. Como o álcool tem ponto de ebulição mais baixo que a água, ele evapora rapidamente, e os gases que saem da cerveja do destilador em ebulição sobem para um tubo que leva esse gás para o segundo alambique, onde é condensado novamente em líquido.

O líquido resultante, denominado de Low-Wines, sai com cerca de 20% ABV do destilador primário. Então o processo é repetido mais uma ou duas vezes para chegar a um produto final que normalmente tem cerca de 60-70% ABV.

DESTILAÇÃO EM COLUNA

A destilação em coluna é o outro processo de destilação comum para uísques e é o principal processo para uísques de grãos como bourbon, centeio e uísques de milho. Ao contrário dos alambiques que precisam passar por um processo em lote, os alambiques de coluna trabalham continuamente até o produto final.

O mosto do destilador é alimentado no alambique de coluna, onde é aquecido com vapor de água quente, o que faz com que os vapores do álcool subam pela coluna. À medida que o vapor sobe, ele atinge repetidamente placas metálicas alternadas na coluna, que condensam os vapores.

Em seguida, o vapor ascendente, que ainda está sendo alimentado pela coluna, aquece novamente o líquido, à medida que ele condensa e evapora constantemente ao longo da coluna, onde eventualmente chega a um tubo que o conecta ao condensador que deixa a bebida destilada final.

Os alambiques de coluna são capazes de atingir porcentagens de destilação muito altas, chegando a 95%, embora, ao destilar álcool para consumo, geralmente não sejam ajustados para atingir esse valor.

O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DO UÍSQUE

Após a conclusão da destilação, entra em ação a etapa mais longa do processo: o envelhecimento. Grande parte da cor, sabor e aroma do whisky vem do processo de envelhecimento, e não do processo de destilação.
O processo de envelhecimento é onde estão localizadas muitas das regras e regulamentos que cercam as diferentes designações de whisky. Para bourbon, centeio e outros uísques americanos, as regras estipulam o uso de barris de carvalho novos (vrigens) e carbonizados (torrados) para o processo de envelhecimento.

Em outros países e estilos, diferentes destiladores podem utilizar diferentes madeiras e barris que foram anteriormente utilizados para outros fins, a fim de criar perfis de sabores e aromas distintos para seus próprios gostos.

Durante o processo de envelhecimento, a madeira é porosa e transmite seus perfis de sabor, terpenos e óleos ao líquido, conferindo-lhe cor e sabor.

O PROCESSO DE ENGARRAFAMENTO DO WHISKY

A partir daí, seu whisky preferido é engarrafado com pelo menos 40% ABV e lacrado para consumo posterior. Dependendo do destilador e da tiragem do whisky, vários barris são normalmente combinados num só engarrafamento.

Se apenas um único barril for usado em uma garrafa, ele será rotulado como single barrel ou single cask whisky.

No próximo post explicarei um pouco mais sobre finalização (cask finish) dos principais tipos de whiskies produzidos no mundo.

Saúde amigos!